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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Friedrich Nietzsche.

Friedrich Wilhelm Nietzsche ( 1844-1900 ) nasceu em Rocken, localidade próxima de Leipzig, Prússia, no dia 15 de outubro. Seu pai e seus avôs eram pastores protestantes. Nietzsche teve muito desse espírito religioso durante a infância, e cogitava continuar a linhagem. Sua mãe era piedosa e puritana. Em 1849 perdeu o pai e o irmão. Mudou-se então para Naumburg, cidade às margens do rio Saale, onde cresceu, em companhia feminina: a mãe, a irmã, duas tias e a avó. Era uma criança feliz, aluno exemplar, dócil e leal. O zelo e mimo familiar fez com que ficasse um pouco deslocado, pois não gostava dos vizinhos, que armavam arapucas para passarinhos e bagunçavam. Preferia a calma do estudo, e os coleguinhas o chamavam de pequeno pastor, rejeitando maiores relações com ele. Lia a Bíblia, para si e para os outros. Na sua autobiografia, um de seus últimos livros, Ecce Homo- como chegar a ser o que é, conta que como seus colegas duvidavam de uma história dele, deixou alguns palitos de fósforos queimarem até o fim, na palma de sua mão. Em 1858, Nietzsche conseguiu uma bolsa de estudos na escola de Pforta, onde havia estudado filósofo romântico Fichte ( 1762-1814 ). Leu Schiller ( 1759- 1805) e Byron (1768-1824), escritor boêmio romântico que foi um dos gurus do romantismo. O Romantismo teve uma importância decisiva na juventude de Nietzsche, que mais tarde, na maturidade, criticou-o. Com essas leituras, e mais a influência de alguns professores, começou a se afastar do cristianismo. Estudou muito na adolescência: a bíblia, o latim, autores clássicos, grego e a cultura grega. Gostou muito de Platão (428-348 a.C.) e Ésquilo (525-456). Escreveu um trabalho escolar sobre Teógnis (século VI a. C). Saindo de Pforta, partiu então para Bonn, onde estudou filosofia e teologia. Junto com seus colegas, Nietzsche teve um período de orgias sensuais, e arriscou atuar nas artes masculinas de fumar e beber, abandonando-as em seguida por considerá-las corruptoras da percepção e pensamento. Em 1867 é chamado para o serviço militar, mas teve um acidente quando montava a cavalo. Seus músculos peitorais se distendem. Seu professor preferido, Ritschl, de cultura grega, o persuadiu a mudar para Leipzig e se dedicar à filologia. Ritschl considerava a filologia o estudo das instituições e pensamentos, e não só o estudo das formas literárias. Seguindo o mestre, Nietzsche completou seus estudos brilhantemente em Leipzig, e realizou estudos sobre Homero, Diógenes Laércio (século III) e Hesíodo (século VIII a. C). A partir desses estudos, conseguiu precocemente o cargo de professor de filologia clássica da Universidade de Leipzig. Tinha 24 anos, e se interessava por música e poesia. Queria viajar para Paris, mas o professor Ritschl, em 1869 lhe propôs o posto de professor e ele aceitou. Lá conheceu um dos únicos amigos cuja amizade durou até o fim, Overbeck, que era professor de teologia. Nietzsche ocupa-se com muito trabalho. Dá aulas sobre Ésquilo e palestras, como: "Sobre a personalidade de Homero", "O drama musical grego". Redige um texto, A origem e finalidade da tragédia. Alguns não concordam com Nietzsche, mas todos o consideram um jovem de futuro promissor.
Em 1870 ocorre a Guerra Franco Prussiana, passo importante para a unificação alemã. A Alemanha se industrializa, a exemplo da Inglaterra e França, que desde o século anterior passavam por processo de mecanização da produção. Otto von Bismarck, militar responsável pela unificação alemã, declara guerra à Prússia. Nietzsche participa da guerra como enfermeiro, mas logo adoece, com disenteria e difteria. Essa doença pode ser a origem dos problemas de saúde que o atormentaram por toda a vida. Recupera-se lentamente e volta para a Basiléia , afim de continuar suas atividades. Fica com a idéia de que o estado e a política são antagonistas. Ocorre a guerra civil da França, e queimam-se os arquivos do museu do Louvre (Paris). Nietzsche fica desesperado, pois considera um crime contra a cultura. Conclui o primeiro livro, O nascimento da tragédia no espírito da música. Meditou sobre o assunto enquanto atuava como enfermeiro. O livro tem forte influência de Wagner (1813-1883) e Schopenhauer. Por volta de 1865, passava por uma livraria quando viu a reedição de um livro que não havia feito muito sucesso na época em que foi feito: O mundo como vontade e representação. Encontrou nele um espelho no qual redescobriu a vida com uma natureza assustadora. Passa então, a realmente se interessar por filosofia. No livro está contida a idéia principal de que os atos dos seres vivos são fruto de uma cega vontade de viver. Admira-se com o seu ateísmo, e no Gaia Ciência chama Schopenhauer de "o primeiro filósofo assumidamente ateu". Schopenhauer diz que os meios de produção só são admiráveis quando podem ser adquiridos por qualquer homem, e que o aumento de custo, a falta de acesso, levam a uma centralização do poder negativa. Antes da guerra, em 1868, Nietzsche e Wagner se encontraram. Nietzsche gostava de sua músicas, como Tristão e Isolda. Através de Brockhauss, um professor da universidade casado com a irmã de Wagner, se encontraram. Nietzsche passou a visitar Wagner em Tribschen, que não ficava longe da Basiléia. Caracterizou o lugar como seu lar e seu refúgio. Wagner era profundo conhecedor da filosofia de Schopenhauer. Em 1872 é publicado o Nascimento da tragédia, que começa falando do drama musical grego, onde o dionisíaco se opõe ao apolíneo. O Deus Dionísio, do vinho e da festa, levava, em seus cultos, à experimentação dramática da existência. Os homens experimentavam a exacerbação dos sentidos, a vertigem e o excesso nos cultos ao Dionísio, o Baco dos romanos. A palavra bacanal deriva dessas festas em homenagem a Baco. O dionisíaco, é como um apolíneo uma pulsão cósmica, só que de outro tipo. Nela, se aniquilam as fronteiras e limites habituais da existência cotidiana. É o prazer da ação, a inspiração, o instinto. A existência cotidiana e dionisíaca são separados um do outro. Mas ao passar ao turbilhão perceptivo do culto a esse Deus, volta-se ao estado normal, deseja-se a vida ascética. Os Deuses gregos eram necessários para esse povo, diz Nietzsche, porque legitimavam a existência humana. Os homens viviam seus deuses, que mostravam a vida sob um olhar glorioso. Na tragédia grega, a platéia participava também , era artista. A tragédia se opõe a comédia. Nos cultos, o Deus se revela, mostrando o drama da individualização. O livro de Nietzsche é o de um especialista em cultura grega, e sua mitologia. Transborda de lirismo.
O apolíneo surge nas homenagens ao Deus Apolo. É o inverso de Dionísio, pois é o Deus da moderação e da individualidade, do lazer, do repouso, da emoção estética e do prazer intelectual. Esse Deus surge, na cultura grega depois de Dionísio. A arte grega retratava seus deuses, as pulsões cósmicas se manifestavam nas atividades . A arte grega era a união desses dois ideais, que se alternam. A música e o mito são inseparáveis na arte grega. O mito trágico expressava toda a crueldade do mundo dionisíaco. O coro é dionisíaco, e o diálogo, apolíneo. O pessimismo estava presente na arte, pois os gregos conheciam a dureza da vida. Essa dureza leva à desilusão, que é vencida na arte. A complementação que existia nas experiências antagônicas do Dinosíaco e Apolíneo foi destruída pela civilização. A Grécia antes não separava o manual e o intelectual, o cidadão e político. A filosofia dos pré-socráticos é afirmadora da vida e da natureza, pois o pensamento está unido com esse fenômeno, a vida. Mas Sócrates corrompeu essa atividade grega, com as suas teorias, realçou o lado frouxo do caráter ateniense e corrompeu a juventude. O caráter da filosofia passa a ser julgar a vida, humanizar a natureza, iluminar a escuridão do mundo com a luz tênue da razão. No lugar ao filósofo mediador, que recria os valores, surgiu o filósofo metafísico. Sócrates é o responsável pela divisão, na autoconsciência, do aparente e do real, no novo culto ao entendimento, ao dizer que nada sabia. Nas suas conversas e perambulações descobriu que os homens não tinham conhecimento seguro de suas atividades, não resistiam à sua dialética e à sua maiêutica, eles agiam apenas por instinto. O instinto passa, de força criadora, a ser crítico. Sócrates, teve que pagar por sua audácia, e sua serenidade diante da morte o tornou um exemplo e o novo ideal da juventude ateniense. Nietzsche também faz a crítica a Sócrates no livro O crepúsculo dos ídolos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Harry Potter é para crianças, os tempos mudaram…

Crepúsculo

As coisas mudam. Os políticos trocam, as músicas trocam, as roupas trocam, mas algumas coisas serão sempre as mesmas. Em uma época infanto-juvenil foi legal para uma geração crescer sob a luz de J.K. Rowling e a passagem mágica da infância para a pré-adolescência. Agora chega uma nova fase com uma nova franquia da adolescência para a fase adulta. Apesar de não ter lido o livro – o que fará dessa crítica muito mais pobre e talvez parcial por demais – tive uma doce e favorável impressão de que surge uma nova fase de filmes que vai engolir a franquia Harry Potter por inteiro. As comparações são inevitáves, mas ambos são sigulares nas suas formas. A obra de Stephenie Meyer é a primeira parte de uma série de livros que já tem promissoramente sua continuação aprovada na sua semana de estréia nos States, tamanho o sucesso.

A ubber nhui Kristen Stewart como Isabella Swan

Em Crépúsculo somos apresentados a Bella Swan, uma adolescente reclusa que se muda para Forks, uma cidade no interior de Washington. Lá ela tenta miseravelmente se integrar ao seu segundo ano do High School quando conhece Edward Cullen. Edward é também muito solitário, de aparência e hábitos peculiares e só anda junto a sua família, os Cullen. Não é até um dia em que Bella descobre a verdadeira natureza Edward enquanto ele salva a vida “empurrando” um carro, que eles realmente se descobrem e passam a se envolver romaticamente. No que Bella entende que Edward é na verdade um vampiro com mais de 100 anos de idade, o seu envolvimento começa a ter consequências nefastas para ambos que teram de enfrentar em seus dois mundos as dificuldades para se manterem juntos.

Rola uma química de cara

Pode falar: “ooouuuunnn”. Realmente, é um filme com romance de mais e sobrenatural de menos, mas exatamente por isso foge da forçação de barra paranormal de sempre e dá um toque mais realístico a história. A diretora Catherine Hardwicke fez um trabalho primoroso em vários sentidos, desde a ambientação até a escolha das músicas. Tudo ficou poeticamente mais perfeito do que o possível para uma história tão simples de romance adolescente. Kristen Stewart é minha tetéia do coração. Esse jeitinho dela meio tom boy é ao mesmo tempo estranho mas singularmente atraente. Mesmo com seus recentes problemas com drogas, tá tudo nos conformes no filme. A surpresa da vez ficou por conta de Robert Pattinson que evoluiu incrivelmente desde seu pequeno papel como Cédrico em Harry Potter. Ele passa a todo momento o que está sentindo mesmo com olhares e gestos sutis. Um show de atuação realmente. Surpreendente de várias formas. Os outros atores menos conhecidos deram um background legal para a série, tanto a família Cullen quanto o bandidão James interpretado por Cam Gigandet. A novatíssima Ashley Greene é minha nova favorita e com certeza vai figurar bem alto no meu ranking pessoal de gostosas. Extra “nhui” (by Judão).

Irmãos Cullen

O que dizer do filme como um todo? Romance clássico adolescente. Impedimento amoroso. Sofrimento dos personagens pelo impedimento. Universo High School. Mas tudo fica meio diluído pelo contexto sobrenatural. Bella e Edward são contradições ambulantes. Ela uma reclusa que quer se aproximar e ele um “predador” que quer salvar uma possível presa. Os personagens em si são todos cativantes, do pai de Bella aos Cullen. Aliás, a família vamírica mais simpática já vista nas telonas em muito tempo. Dá vontade de fazer parte mesmo. Quanto as poucas cenas de ação foram no mínimo vibrantes. Tanto o jogo de baseball em meio aos trovões quanto as batalhas finais foram apoteóticas mesmo sem os grandes efeitos e computadores de Hollywood. Aliás, ficou surpreendente como um filme tão mítico e sobrenatural teve tão pouca computação gráfica.

Quem leu os livros falou que vários momentos retratados apenas com olhares e passagens rápidas só são melhor compreendidos por quem leu. Como não li, vou me abster de críticas a respeito da adaptação. Até agora não ouvi grandes reclamações, mas é cedo para dizer.

Cenas de ação são poucas mas emocionantes

Crepúsculo já é sucesso de público e crítica mundialmente. Tanto que sua continuação baseada no segundo livro, Lua Nova, já está engatilhada. A diretora original foi chutada na estréia do filme, por ter tido problemas – lê-se faniquitos de estrelismo – com a produção e o diretor Chris Weitz de A Bússola de Ouro já foi contratado para dirigir. Esta tem tudo para ser a próxima grande franquia a competir com Harry Potter, tanto que o filme do Bruxinho foi adiado para o próximo verão para não bater de frente com o novo romance adolescente. Acompanhemos de perto, mas no momento eu só posso recomendar COM FORÇA que vão aos cinemas assistir Crepúsculo já! Eu vou estar procurando ler os livros o mais rápido possível nessas férias para não perder nada.

De mundos diferentes mas eternos apaixonados... oooouuunnn.


A estrada da noite

A Estrada da Noite, de Joe Hill. O Livro do filho do Stephen King, tem muita gente já pensando que o cara vai aproveitar a fama do pai e emplacar o seu livrinho, mas o livro é bom mesmo, vale a pena ler.

O Livro conta a história de Judas Coyne, um roqueiro cinquentão que coleciona objetos macabros e tem por fetiche jovens góticas cerca de 30 anos mais jovens e com muita disposição. Judas compra um fantasma pela internet, isso mesmo, e o dito cujo passa a atormentar a vida do roqueiro, padrasto de uma ex-namorada o fantasma quer vingança contra Coyne, que arruinou a vida da “pacífica” família. A trama é ágil e bem elaborada, os personagens são bem caracterizados, tornando assim a leitura bem atrativa.

A estrada da noite vai virar filme, como todo bom nerd, leia o livro primeiro e critique o filme depois, a indústria cinematográfica americana esta esgotada de idéias e tudo o que se vê por aí foi baseado num livro ou em alguma outra coisa. Por isso, que os nerds de plantão gostam tanto de cinema europeu.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ON THE ROAD DE JACK KEROUAC DO LIVRO PARA O CINEMA NA MÃO DO BRASILEIRO WALTER SALLES,por weliton

Foram divulgadas as primeiras fotos de On The Road, novo filme de Walter Salles, por meio do site Comme au Cinema. O longa é uma adaptação do livro homônimo de Jack Kerouac, escritor da geração beatnik.
As fotos mostram Kristen Stewart (A Saga Crepúsculo: Eclipse), como Marylou, em duas cenas. A atriz aparece dançando em uma e na outra está com Garrett Hedlund (Tron - O Legado) e Sam Riley (Brighton Rock), que interpretam Dean Moriarty e Sal Paradise respectivamente. A terceira foto, em preto e branco, mostra o diretor Walter Salles andando com sua equipe durante as filmagens.
A produção ainda conta com Alice Braga (Predadores), que atualmente promove o filme O Ritual no Brasil, além de Kirsten Dunst (Um Louco Apaixonado), Viggo Mortensen (A Estrada), Amy Adams (Trabalho Sujo) e Steve Buscemi (Gente Grande).



Fonte: UOL

O LIVRO DE JACK KEROUAC - ON THE ROAD
On the Road (Pé na estrada em português) é considerado a obra prima de Jack Kerouac, um dos principais expoentes da Geração Beat estadunidense, sendo uma grande influencia para a juventude dos anos 60, que colocavam a mochila nas costas e botavam o pé na estrada. Foi lançado nos Estados Unidos da América, pela primeira, vez em 1957.
Responsável por uma das maiores revoluções do século XX, On the Road escancarou ao mundo o lado divertido da experiência da vida americana, a partir da viagem de dois jovens – Sal Paradise e Dean Moriaty – que atravessaram os Estados Unidos de costa a costa. Acredita-se que Sal Paradise, o personagem principal, seja o próprio Jack Kerouac. Também são encontrados no livro alguns escritores na forma de personagens, como Allen Ginsberg, como Carlo Marx, e William Burroughs, como Old Bull Lee.
É um livro que influenciou a música, do rock ao pop, os hippies e, mais tarde, até o movimento punk.
Em 2003, o escritor Dodô Azevedo e a fotógrafa Luiza Leite refizeram a rota percorrida por Kerouac e produziram um livro onde avaliam o legado da obra do escritor para o século XXI. O Livro chama-se Fé na Estrada.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

LIVRO REUNE CAPAS DE DISCOS DE BOSSA NOVA DOS ANOS '60,por weliton

Chico Homem de Melo já tinha abordado em seu livro “O design gráfico nos 60″ (bibliografia obrigatória!!) algumas das capas de discos mais importantes - entre muitos outros exemplos de design gráfico - de uma década bastante interessante da criatividade brasileira.
Agora, o pessoal do Soul Jazz Records, lá da Inglaterra, lançou uma compilação apenas trazendo capas da Bossa Nova, com destaque para Cesar Villela, considerado o grande capista do movimento. O livro é editado por Gilles Peterson e Stuart Baker.











sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

TOM WAITS ENTRA NO MUNDO DA LITERATURA COM POESIA E MORADORES DE RUA,por wéliton


Agora é a vez do músico e compositor americano, Tom Waits, adicionar mais uma função em seu currículo: a de poeta. Conhecido há quase 40 anos por sua música, com mais de 20 discos lançados, e também por sua atuação em filmes como “Sobre Cafés e Cigarros” e “O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus”, Waits decidiu levar a sério seu lado escritor, e sua estreia literária será em março de 2011, com o lançamento do livro “Hard Ground”.

Tom waits
Em colaboração com o fotógrafo Michael O’Brien – que já havia trabalhado com Waits na capa de seu ultimo album “Glitter and Doom Live”, de 2009 – a publicação, de 184 páginas, irá retratar a vida de moradores de rua, com as imagens de O’Brien, que fotografa o tema há anos, e os poemas de Waits.
Inspirado no livro de 1941, “Let Us Now Praise Famous Men”, que combina a poesia de James Agee e as imagens de Walker Evans para descrever a vida de fazendeiros americanos na era da depressão, “Hard Ground” tem a mesma pegada de criar, muito além de um documentário, um retrato fiel da vida dessas pessoas.
Com imagens de apelo forte e intimidante, que quase nos impede de olhar nos olhos dos moradores de rua que aparecem no livro e poesias de um dos maiores letristas americanos das últimas décadas, fica difícil não alimentar esperanças positivas sobre esse lançamento. E perceber que, tendo qualidade e talento latentes, qualquer artista pode se “arriscar” fora de sua zona de conforto e se sair muito bem.

domingo, 31 de outubro de 2010

campanha: vamos ler menos!

Ler é perda de tempo. Enquanto você gasta seu precioso espaço lendo um livro, estudando ou aumentando seus conhecimentos, poderia gastar ele encaminhando correntes por e-mail. Além de ser mais divertido, a mesmice é sempre mais forte do que cultuar coisas novas. Temos que fazer amigos, e fazer amigos significa ter número de amigos. Vamos jogar fora nossos gibis, vamos ver filmes dublados e brindar à preguiça. Quanto mais você lê, mais confuso e desorientado você se torna e chato você fica. Nosso país precisa de pessoas que não têm uma meta, um objetivo. As pessoas, dum modo geral, são muito honestas com elas mesmas e a violência se tornou algo raro hoje em dia. Já não se fala mais em união, em Guerra. Temos uma língua riquíssima digna de ser desprezada. O lance é assistir filmes de comédia no cinema e depois reclamar da vida em casa. Vamos queimar nossos dicionários, pois temos que ter o nosso próprio; temos que fazer nossa língua, da nossa maneira, e não como "eles" querem.

A leitura nos deixa incapazes de aceitar nossa realidade; tira nossa vida tranquila e nos direciona ao mal; faz com que ganhamos consciência e teríamos que ficar exigindo nossos direitos. Não leia!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SEU MADRUGA: VILA E OBRA,por wélinton

Em seu livro Groucho-marxismo, o filósofo anarquista Bob Black prega, sem rodeios, que “ninguém jamais deveria trabalhar (…) Para parar de sofrer, precisamos parar de trabalhar”. Seu Madruga, o desempregado crônico que garante de forma involuntariamente tragicômica a alegria – e o pathos – da vila onde mora o garoto Chaves, nunca ouviu falar de Black. Mas certamente gostaria de seus escritos.
A inusitada ponte entre o subversivo e o malandro mexicano é uma das conclusões a que Pablo Kaschner chega em seu livro “Seu Madruga – Vila e Obra” (Editora Mirabolante). O autor, carioca de 28 anos que já editou outro livro (”Chaves de um sucesso”) sobre o humorístico mexicano exibido pelo SBT, compôs menos uma biografia do que um “livro-homenagem” sobre o personagem, tido como o mais popular do programa entre os fãs brasileiros (e não só eles). Para Kaschner, Madruga, criação do ator Ramón Valdés (1923-1988), desperta tanta identificação por incorporar (com sua aversão ao trabalho, as dívidas eternas, as humilhações e o humor diante das dificuldades) um pouco do caráter do brasileiro típico.
– Mesmo mexicano, Madruga tem o famoso jeitinho brasileiro – constata o autor, diplomado em rádio e TV. – Dos personagens do Chaves, ele é o mais maroto, o que dá voltas nos outros, o mais politicamente incorreto. Basta andar pelas ruas das cidades brasileiras e é possível encontrar sósias do Seu Madruga em todo lugar.
Apesar de não ter um caráter de ampla pesquisa biográfica, “Vila e Obra” traz muita informação e curiosidades sobre Valdés e seu mais famoso personagem, tudo em tom muito bem humorado. Dividido em 14 capítulos (um para cada mês de aluguel que Madruga deve ao Seu Barriga, dívida que nunca será saldada), o volume mostra que Valdés já era um ator de carreira consolidada ao ser convidado para entrar em “El Chavo del Ocho” (nome original do programa Chaves) em 1971.
Para o autor, a preguiça e a vocação para o ócio de Madruga o tornaram um ícone latino-americano. Ou, como o próprio Kaschner brinca, “ladino-americano”:

– Ele agora é mais que um ícone pop. Nas ruas, há mais camisetas com o rosto do Madruga do que com a foto do Che Guevara – arrisca. – O interessante é que essa identificação superou um bloqueio histórico que os brasileiros tinham com a cultura mexicana, que aqui sempre foi sinônimo de dramalhão, de coisa brega. Costumo dizer que o Chaves conseguiu unificar a América Latina, algo que o (Hugo) Chavez não conseguiu.

O LIVRO DOS MORTOS DO ROCK'N'ROLL,por wélinton

Conhecidos como ícones culturais e lendas do rock’n'roll, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Elvis Presley, John Lennon, Kurt Cobain e Jerry Garcia têm mais em comum do que se possa imaginar. Cheios de atitude e genialidade quando o assunto é música, eles também eram figuras problemáticas e autodestrutivas. O Livro dos Mortos do Rock, de David Comfort, desconstrói esses mitos ao revelar particularidades e detalhes da vida de cada um, especialmente no período que antecedeu sua morte.
Da infância solitária, arruinada por perdas irreparáveis, às músicas e atitudes que falavam de amor e revolução, essas lendas encontraram um fim precoce, trágico e coberto de mistérios e especulações. Com a exceção de Lennon, todos tentaram o suicídio ou ameaçaram cometê-lo. Quatro morreram aos 27 anos – vale lembrar que 2010 marca 40 anos da morte de Jimi Hendrix (18 de setembro) e Janis Joplin (4 de outubro), e 30 anos do assassinato de John Lennon (8 de dezembro).
Os capítulos foram organizados em ordem cronológica, seguindo a sequência de suas mortes, ocorridas ao longo daquela que foi a era de ouro do rock. Diferente de outros livros que se concentram pontualmente em minúcias biográficas, O Livro dos Mortos do Rock é o primeiro estudo sobre o lado sombrio desses músicos. Com uma linguagem leve e muitas vezes sarcástica, David Comfort revela com precisão os medos, fraquezas e excessos que levaram esses astros à condição de imortais.

ALGUNS MISTÉRIOS EXPLORADOS PELO LIVRO

Kurt Cobain estava deixando o Nirvana, divorciando-se de Courtney Love, reescrevendo o testamento para excluí-la e preparando-se para pedir a custódia de sua filha. Seu corpo sem vida foi encontrado no cômodo acima de sua garagem, ao lado de uma espingarda e de um bilhete de suicídio. Além disso, de acordo com a autópsia, a quantidade de heroína detectada em seu sangue correspondia a três vezes a dose letal da droga. Como o próprio Cobain ainda poderia ter puxado o gatilho da espingarda?




Jim Morrison havia abandonado o The Doors e estava tentando ressurgir como poeta, mas encontrava-se em um impasse criativo. Embora fosse um ávido consumidor de drogas, Morrison sempre evitou a heroína. Teria ele tomado de forma consciente uma overdose fatal naquela noite em Paris? Teria sua esposa viciada, que enganou a polícia francesa e organizou um funeral às pressas, se suicidado dois anos depois em virtude de alguma culpa inconfessável?





Dois anos após o falecimento deElvis Presley, a causa real de sua morte foi finalmente revelada. Ou não? Ele estava tomando uma droga “miraculosa” que, em doses elevadas, normalmente causava depressão suicida. Além disso, ele ingeriu durantes anos os poderosos analgésicos encontrados em seu organismo – todos menos um, ao qual sabia ser alérgico. Ele conseguiu um frasco dessa droga em uma consulta de emergência ao dentista no meio da noite, horas antes de sua morte. Por quê?





Ao promover seu primeiro álbum em cinco anos, John Lennon recusou guarda-costas e seguranças de qualquer tipo, apesar das ameaças de morte e terríveis predições dos oráculos de sua esposa. Em virtude de seu ativismo político, o ex-Beatle estava sob vigilância constante do FBI. Após anos de antagonismo mútuo e infidelidades, Yoko planejava em segredo divorciar-se de John depois que ele a ajudasse a lançar seu álbum solo. Pouco antes do assassinato do marido, por que ela e seus assíduos e cuidadosos “direcionadores” psíquicos aconselharam-no a atravessar o Triângulo das Bermudas em uma minúscula corveta?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Clássicos da literatura brasileira


Clássicos da literatura brasileira
A literatura brasileira é sem dúvida uma das mais ricas do mundo, principalmente no que diz respeito as obras dos séc. XIX e XX, considerados os grandes clássicos de nossa literatura, que foram publicados em dezenas de países por todo o mundo.
Para que você saiba mais sobre os grandes livros, aqui está uma lista com alguns dos mais lidos:

Iracema – José de Alencar
Macunaíma – Mário de Andrade
Grande sertão: veredas – Guimarães Rosa
Dom Casmurro – Machado de Assis
O Cortiço – Aluísio Azevedo
A hora da estrela – Clarice Lispector
O Alienista – Machado de Assis

Entre muitos outros, esses clássicos contam muito mais que histórias fictícias, eles também nos mostram como era nosso país. È sempre bom ler o que gostamos, mas precisamos também refinar esse gosto e começar a ler obras que têm como pano de fundo tudo que nos remete ao que realmente somos.

Literatura Brasileira

Quinhentismo (século XVI)

Representa a fase inicial da literatura brasileira, pois ocorreu no começo da colonização. Representante da Literatura Jesuíta ou de Catequese, destaca-se Padre José de Anchieta com seus poemas, autos, sermões cartas e hinos. O objetivo principal deste padre jesuíta, com sua produção literária, era catequizar os índios brasileiros. Nesta época, destaca-se ainda Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral. Através de suas cartas e seu diário, elaborou uma literatura de Informação ( de viagem ) sobre o Brasil. O objetivo de Caminha era informar o rei de Portugal sobre as características geográficas, vegetais e sociais da nova terra.

Barroco ( século XVII )

Essa época foi marcada pelas oposições e pelos conflitos espirituais. Esse contexto histórico acabou influenciando na produção literária, gerando o fenômeno do barroco. As obras são marcadas pela angústia e pela oposição entre o mundo material e o espiritual. Metáforas, antíteses e hipérboles são as figuras de linguagem mais usadas neste período. Podemos citar como principais representantes desta época: Bento Teixeira, autor de Prosopopéia; Gregório de Matos Guerra ( Boca do Inferno ), autor de várias poesias críticas e satíricas; e padre Antônio Vieira, autor de Sermão de Santo Antônio ou dos Peixes.

Neoclassicismo ou Arcadismo ( século XVIII )

O século XVIII é marcado pela ascensão da burguesia e de seus valores. Esse fato influenciou na produção da obras desta época. Enquanto as preocupações e conflitos do barroco são deixados de lado, entra em cena o objetivismo e a razão. A linguagem complexa é trocada por uma linguagem mais fácil. Os ideais de vida no campo são retomados ( fugere urbem = fuga das cidades ) e a vida bucólica passa a ser valorizada, assim como a idealização da natureza e da mulher amada. As principais obras desta época são: Obra Poética de Cláudio Manoel da Costa, O Uraguai de Basílio da Gama, Cartas Chilenas e Marília de Dirceu de Tomás Antonio Gonzaga, Caramuru de Frei José de Santa Rita Durão.

Romantismo ( século XIX )

A modernização ocorrida no Brasil, com a chegada da família real portuguesa em 1808, e a Independência do Brasil em 1822 são dois fatos históricos que influenciaram na literatura do período. Como características principais do romantismo, podemos citar : individualismo, nacionalismo, retomada dos fatos históricos importantes, idealização da mulher, espírito criativo e sonhador, valorização da liberdade e o uso de metáforas. As principais obras românticas que podemos citar : O Guarani de José de Alencar, Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães, Espumas Flutuantes de Castro Alves, Primeiros Cantos de Gonçalves Dias. Outros importantes escritores e poetas do período: Casimiro de Abreu, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire e Teixeira e Souza.

Realismo - Naturalismo ( segunda metade do século XIX )

Na segunda metade do século XIX, a literatura romântica entrou em declínio, juntos com seus ideais. Os escritores e poetas realistas começam a falar da realidade social e dos principais problemas e conflitos do ser humano. Como características desta fase, podemos citar : objetivismo, linguagem popular, trama psicológica, valorização de personagens inspirados na realidade, uso de cenas cotidianas, crítica social, visão irônica da realidade. O principal representante desta fase foi Machado de Assis com as obras : Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O Alienista. Podemos citar ainda como escritores realistas Aluisio de Azedo autor de O Mulato e O Cortiço e Raul Pompéia autor de O Ateneu.

Parnasianismo ( final do século XIX e início do século XX )

O parnasianismo buscou os temas clássicos, valorizando o rigor formal e a poesia descritiva. Os autores parnasianos usavam uma linguagem rebuscada, vocabulário culto, temas mitológicos e descrições detalhadas. Diziam que faziam a arte pela arte. Graças a esta postura foram chamados de criadores de uma literatura alienada, pois não retratavam os problemas sociais que ocorriam naquela época. Os principais autores parnasianos são: Olavo Bilac, Raimundo Correa, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho.

Simbolismo ( fins do século XIX )

Esta fase literária inicia-se com a publicação de Missal e Broquéis de João da Cruz e Souza. Os poetas simbolistas usavam uma linguagem abstrata e sugestiva, enchendo suas obras de misticismo e religiosidade. Valorizavam muito os mistérios da morte e dos sonhos, carregando os textos de subjetivismo. Os principais representantes do simbolismo foram: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens.

Pré-Modernismo (1902 até 1922)

Este período é marcado pela transição, pois o modernismo só começou em 1922 com a Semana de Arte Moderna. Está época é marcada pelo regionalismo, positivismo, busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial e valorização dos problemas sociais. Os principais autores deste período são: Euclides da Cunha (autor de Os Sertões), Monteiro Lobato, Lima Barreto, autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma e Augusto dos Anjos.

Modernismo (1922 a 1930)

Este período começa com a Semana de Arte Moderna de 1922. As principais características da literatura modernista são : nacionalismo, temas do cotidiano (urbanos) , linguagem com humor, liberdade no uso de palavras e textos diretos. Principais escritores modernistas : Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Cassiano Ricardo, Alcântara Machado e Manuel Bandeira.

Neo-Realismo (1930 a 1945)

Fase da literatura brasileira na qual os escritores retomam as críticas e as denúncias aos grandes problemas sociais do Brasil. Os assuntos místicos, religiosos e urbanos também são retomados. Destacam-se as seguintes obras : Vidas Secas de Graciliano Ramos, Fogo Morto de José Lins do Rego, O Quinze de Raquel de Queiróz e O País do Carnaval de Jorge Amado. Os principais poetas desta época são: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Cecilia Meireles.

20 de outubro - Dia do Poeta.




Amanhã, dia 20 de Outubro, é o Dia do Poeta.

"A poesia é a arte de materializar sombras e de dar existência ao nada".
Edmund Burke.
Momento filosófico no CV.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Leitor Ama !



" Figura luminosa no meio da noite, o leitor irradia pela sala a aventura do livro. O leitor ama. O seu nome, o seu amor ecoa nas sílabas imóveis da frase que os seus olhos perseguem. As letras da sua história rolam arrastadas pelas frases do livro, rolam como de um rio águas e populações, chocando-se, depositando-se em movimento lento no leito dessas frases. Conquistam um sentido heróico e falso. "

" O CASTELO " DE FRANZ KAFKA

" Juntamente com O Processo e América, O Castelo forma, na obra de Kafka, aquilo a que Max Brod chamava a «trilogia da solidão».
Estes três romances marcam também os mais altos momentos da criação kafkiana e aquele que ora apresentamos não é certamente dos menos conseguidos.
Hermann Hesse considerava-o mesmo «o mais misterioso e o mais belo dos grandes romances de Kafka».
Toda a acção gira à volta dum misterioso indivíduo, K. de seu nome, que chega a uma aldeia contratado pelo castelo de que esta depende, para nela exercer a sua profissão de agrimensor, e dos seus desesperados esforços para entrar em contacto com o tal Castelo. "
Nesta obra deparamo-nos com uma crítica excepcionalmente inteligente à sociedade em decadência, à burocracia estatal.


O personagem surge como alguém enigmático que não encontra respostas para as suas dúvidas e que empreende uma luta desesperante contra um mundo em silêncio, contra uma autoridade inatingível e indiferente, contra o fenómeno da incomunicabilidade, fenómeno este, tão patente nos dias de hoje.


Esta narrativa foi interrompida abruptamente por seu autor no meio de uma frase. Todavia, e apesar das fortes críticas, o facto de ter sido deixada em aberto a intenção do escritor, proporcionou-me a liberdade para imaginar o seu final e ponderar até que ponto é que não seria o castelo uma divagação do inconsciente de K.!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DICAS DO BLOG LUZIFOTOGRAMA: CONHEÇA A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL

Veja o que encontrei navegando por ai: BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL. Um verdadeiro achado!
No site da Biblioteca Digital Mundial, é possível navegar pelo excepcional acervo de livros, manuscritos e documentos visuais e sonoros procedentes de bibliotecas e arquivos do mundo todo. Reproduções das mais antigas grafias e fotografias estão entre os vários documentos raros apresentados em sete idiomas (árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, português e russo).

Veja alguns exemplos do que pode ser encontrado na Biblioteca Digital Mundial:
Crônica de Terras Estrangeiras (1623)
Trata-se de um mapa do mundo em chinês produzido pelo missionário italiano Matteo Ricci, em 1574. O mapa, que seguia os princípios ocidentais da cartografia, então desconhecidos na China, passou por várias revisões entre 1574 e 1603. Os sacerdotes compatriotas de Ricci, Diego de Pantoja e Sabatino de Ursis, foram instruídos, por ordem imperial, para compor um livro explicando o mapa. Acervo: Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos.



Imperatriz Thereza Christina Maria, mulher do último imperador do Brasil, D. Pedro II. A foto faz parte do acervo de mais de 21 mil fotografias reunidas pelo Imperador D. Pedro II. Acervo: Biblioteca Nacional.








Coleção de oito páginas de documentos em linguagem pictográfica de parte do testemunho em um processo jurídico contra representantes do governo colonial no México, dez anos após a conquista espanhola em 1521. Acervo: Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos.





por:welinton(luzifotograma)

O Mar de Monstros

A profecia se cumpriu, assim como havia previsto o Oráculo, e Percy Jackson quase foi morto por seu suposto amigo, Luke. Tudo parecia correr muito bem no ano letivo de Percy em sua nova escola mortal, já havia passado um ano inteiro e ele não havia se metido em nenhuma confusão, mas ainda tinha um ultimo dia de aula… Assim começa a história do segundo livro da saga Percy Jackson e Os Olimpianos, O Mar de Monstros. Percy recebe uma terrível notícia de que neste verão não iria para o Acampamento Meio-Sangue, Quíron avisou sua mãe disso.

O Mar de Monstros


Mais uma vez o escritor Rick Riordan junta com maestria fatos reais do nosso mundo atual com a mitologia grega, tentando “explicar” os estranhos sumiços no Triângulo das Bermudas, por exemplo. Percy descobre que existe algo de errado com o Acampamento e também com o seu melhor amigo, o Sátiro Grover, que saíra em busca do deus Pã, logo após conseguir a sua licença de buscador em sua última missão com Percy. Através de sonhos, Grover consegue se comunicar com Percy, pedindo ajuda, tudo isso graças a uma conexão empática que Grover havia estabelecido com ele. A missão principal é recuperar um artefato mágico conhecido como “Velocino de Ouro”.

Percy, Tyson, Anabeth e Grover

Não é a toa que o livro se chama O Mar de Monstros, afinal eles realmente precisam passar por este mar, que fica escondido em algum lugar do oceano onde qualquer embarcação humana jamais conseguiria chegar. Durante a aventura de nossos heróis vários monstros e outros inimigos clássicos da mitologia grega são encontrados, como é o caso da ilha das Sereias, local onde Anabeth tem a brilhante e insana ideia de ouvir seu canto. Outros dois monstros muito conhecidos enfrentados são: Caríbdis e Squila (também conhecida como Cila).

Caríbdis e Squila

Caríbdis e Squila

Desta vez, Percy arrumou outro amigo chamado Tyson, um estranho garoto de rua que foi “adotado” por sua escola em um projeto social. Tyson era bem estranho, grande de mais para sua idade, muito forte e ao mesmo tempo parecia uma criança indefesa, chorando por qualquer motivo. Tyson acaba provando o seu valor, apesar de ser um Ciclope, salvando a vida de Percy diversas vezes durante a história de O Mar de Monstros.

Polifemo

Polifemo

Falando em Ciclope não podemos nos esquecer do mais clássico de todos, Polifemo, que acaba sendo enfrentado no final da aventura dos pequenos heróis. Tudo isso por que a árvore Thalia que protege as fronteiras mágicas do Acampamento foi envenenada, com um veneno das profundezas do Tártaro e o principal suspeito é Quíron, que foi imediatamente despedido e substituído por Tântalo, um estranho homem vindo diretamente do Mundo Inferior. A missão oficialmente foi dada a Clarisse, filha do deus da guerra, Ares. Mais uma vez a profecia do Oráculo se cumpre e Percy está presente para ajudar.

por:blogmaneiro