
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A Liberação da Maconha no Brasil

sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Drogas,a Maldição do mundo: cocaína
Na edição passada, concluí o artigo sobre a maconha com a seguinte reflexão: A quem pode interessar tudo isso? Quais são os grandes interesses econômicos por trás de uma sociedade corrompida e apática, que não consegue se expressar e que tem a juventude alienada em relação aos problemas sociais de todo um país de dimensões continentais e probabilidades de crescimento ilimitadas? Uma nação ignorante e alienada é mais fácil de ser manipulada, não é verdade? São questionamentos bem pertinentes quando o assunto é droga, e, por isso, devemos refletir sobre eles.
Neste mês, falaremos da cocaína, uma substância extraída de uma planta popularmente conhecida como coca ou epadu, a qual é denominada cientificamente de Erytroxylon coca. Trata-se de um potente estimulante do Sistema Nervoso Central (SNC) – formado por cérebro, cerebelo, tronco cerebral e medula espinhal – e de um fortíssimo vasoconstrictor, especialmente das artérias do coração. A superdose (overdose) frequentemente causa morte por infarto do coração.
Efeitos da droga – A cocaína é uma substância entorpecente, a qual vicia facilmente, trazendo sérias e devastadoras consequências para o usuário, sua família e toda a sociedade. Pode ser usada de diversas maneiras, dentre elas: por aspiração nasal, sob a forma de pó ou “farinha”; por injeção na veia (pó solúvel em água) e por inalação ou aspiração de fumaça para os pulmões (pasta de coca, a “merla”, ou, na forma sólida, o crack, fumado em cachimbos).
Usuários de cocaína alegam que o uso é motivado pelos efeitos prazerosos proporcionados pela droga, que dá uma sensação de grande euforia,
fazendo com que pessoas tímidas e introvertidas, por exemplo, experimentem sensações de poder, força e perda do medo. Muitos a utilizam para conseguir se “soltar” e, assim, por meio da droga, obter maior entrosamento com as outras pessoas.
Entretanto, na realidade, a euforia proporcionada pela cocaína dura um curto período de tempo, trazendo a reboque um forte quadro de depressão e ansiedade quase incontrolável por mais uma dose da droga. Nesse ciclo vicioso, o usuário – o qual busca se afastar da realidade – vê-se diante do aumento do risco de intoxicação e do agravamento dos efeitos destruidores da droga.
Riscos associados – A utilização dessa substância abrange pessoas de ambos os sexos, de todas as etnias, de todos os grupos sociais e de todas as idades. Os usuários de cocaína se isolam em grupos de dependentes químicos, perdendo o contato com amigos, colegas e familiares. Além disso, deixam de concentrar-se nos estudos e põem fim a antigos relacionamentos de amizade. Deixam também os familiares de lado e ficam à mercê de exploradores em todas as áreas, sem que haja quem os proteja. Em outras palavras, na verdade, ocorre um efeito contrário ao desejado pelo usuário que quer aumentar seu círculo de relacionamentos, já que ele termina isolado e, literalmente, nas mãos da morte que o espreita. Muitos cometem suicídio em decorrência do quadro de depressão subsequente ao uso crônico da droga.
Imediatamente após o consumo da cocaína, as pupilas do olho ficam dilatadas (midríase), e ocorre um aumento dos batimentos do coração, da pressão arterial e da temperatura do corpo. A utilização abusiva da droga pode ainda provocar convulsões com asfixia, disfunção da respiração e perda do ritmo dos batimentos cardíacos, os quais, quando ocorrem, frequentemente levam o usuário à morte. Outros efeitos são dores abdominais, náuseas e vômitos.
Ademais, podem ocorrer, na dependência da via de consumo, destruição do septo nasal com perda do olfato; distúrbios graves do coração; disseminação de hepatites B e C, e Aids, especialmente naqueles que optam pela via injetável. O uso crônico da cocaína leva à destruição irreversível da musculatura corporal (esquelética), por meio de um quadro
de atrofia progressiva e emagrecimento, o qual leva a pessoa a desenvolver uma face cadavérica.
Além disso, se por um lado o usuário de cocaína perde a vontade de estudar, tem menos interesse sexual e se afasta dos amigos e da família, por outro, devido à excitação do sistema nervoso, ele passa a apresentar um aumento da agressividade e de quadros depressivos, sem causa aparente. Ao mesmo tempo, observa-se o desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial, arritmias do coração, hepatites, bronquites, infecções pulmonares e respiratórias, depressão e ansiedade intensas, além de ideias suicidas em casos mais severos.
Devemos estar atentos àqueles que amamos e, ao verificar a existência do problema, precisamos ajudá-los a encontrar a saída para este momento difícil.
Na próxima edição, daremos continuidade ao tema das drogas.
Para meditar:
E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo (1 Tm 1.14)
Drogas,a Maldição do mundo: Crack
Na edição passada, abordamos o tema cocaína, chamando a atenção para o fato de que devemos estar atentos aqueles que amamos, ajudando-os a encontrar a saída para este momento difícil em sua vida. Neste mês, daremos continuidade ao tema com uma abordagem sob o crack, uma droga derivada da mistura de uma base de cocaína – uma porção não salgada, denominada livre, com bicarbonato de sódio, amônia e água destilada –, que resulta em uma forma sólida conhecida como pedras de crack, as quais podem ser fumadas em cachimbos. O bicarbonato estoura a pasta solidificada, formando as pedras, que contém várias impurezas.
Devemos levar em conta que é certo que todo usuário de crack experimentou maconha anteriormente, embora nem todo usuário de maconha tenha experimentado o crack. Invariavelmente, a maconha é a porta de entrada para o consumo dessa droga, que vem destruindo uma quantidade enorme de pessoas em todo o mundo, inclusive em nosso país.
Origem – O crack surgiu na década de 1980, e, no início, seu consumo rapidamente se disseminou, sobretudo, nas classes mais pobres em virtude do baixo preço que esse tipo de droga possui no mercado do tráfico.
Atualmente, seu consumo é maior do que o de cocaína, por ser mais barato e pelo fato de seus efeitos durarem muito menos tempo, fazendo com que o dependente químico reinicie seu consumo rapidamente e por um número muito maior de vezes. Note, caro leitor, que, nesta edição, substituímos o termo usuário – que designa quem faz uso de outros tipos de droga – por dependente químico, já que o consumo de crack, apenas uma única vez, já determina uma dependência permanente e praticamente irreversível, ou seja, muito mais difícil de ser vencida.
O crack, por ser derivado da cocaína, atua em nosso sistema nervoso central – formado por cérebro, tronco cerebral, cerebelo e medula espinhal –, provocando aumento dos batimentos do coração e da pressão arterial, dilatação das pupilas dos olhos, intensa transpiração, tremores (sobretudo das extremidades do corpo), grande aumento de força física (acompanhado de maior facilidade de irritação) e perda do autocontrole. Depressão, delírios e fissura por novas doses são presença constante na vida do usuário.
No nível da mente, enquanto está sob o efeito da droga, o dependente se sente mais forte e poderoso e tem a autoestima aumentada, o que, geralmente, leva-o a cometer mais delitos, sobretudo associados a uma maior agressividade.
No primeiro uso do dia, surge a sensação de euforia, o brilho nos olhos e a sensação de bem-estar, conhecidas como o relâmpago (ou “tuim”). Mas, após fazer o primeiro uso da droga, o tal “tuim” desaparece, dando lugar a um grande aumento da frequência e do ritmo do coração, que pode chegar a mais de 200 batimentos por minuto, aumentando o risco de hemorragias cerebrais, infartos, convulsões e morte. As células cerebrais – os neurônios – começam a ser destruídas, assim como os pulmões, ocorrendo uma expectoração (eliminação de catarro) enegrecida característica.
O “craqueiro”, como é conhecido, é verdadeiramente atormentado por dores de cabeça, vertigens, desmaios, alucinações, delírios, tremores, suor excessivo, desnutrição – pois não se alimenta –, palidez e nervosismo.
Chamamos atenção para o fato de que, se for fumado paralelamente à ingestão de álcool, o crack produzirá efeitos devastadores, geralmente ocasionando a morte do dependente químico.
O dependente de crack fuma as pedras em cachimbos, aspirando a fumaça, que é imediatamente levada para os pulmões, onde é rapidamente absorvida, disseminando-se por todo o corpo e produzindo seus efeitos em, aproximadamente, 12 segundos, sendo que seus efeitos duram, no mínimo, cinco minutos e, no máximo, dez.
Alguns fumam o crack com maconha, em cigarros chamados de “piticos”. Quando isso ocorre, a agressividade do viciado tende a diminuir, devido aos efeitos depressivos da maconha.
Uso – Como podemos observar, é a forma de uso e não a composição do crack, como muitos poderiam supor, que faz com que ele seja considerado mais potente, pois, ao chegar aos pulmões, a fumaça é rapidamente absorvida pelo sangue, chegando ao cérebro em questão de segundos, produzindo seus efeitos catastróficos.
Dessa forma, o crack tornou-se mais potente e mais utilizada do que qualquer outra droga conhecida, sendo barata, de efeito imediato, de fácil aquisição, sem cheiro – dificilmente detectada – e que causa dependência psíquica desde a primeira pedra. O crack desestrutura completamente a personalidade daquele que o utiliza, tornando-o desconhecido para a família e a sociedade.
Um único dependente consome cerca de 20 a 30 doses de crack por dia. Essa demanda orgânica é tão grave, que os viciados fazem qualquer coisa para obter novas doses da droga, praticando desde pequenos furtos até homicídios e prostituição, não importando o sexo, a idade e o nível cultural ou socioeconômico. Inicialmente, ele desfaz-se de todos os seus bens. Depois, furta amigos e familiares, e, por fim, passa para a vida do crime.
O uso frenético da droga faz com que aquele que buscou inicialmente um aumento de sua autoestima acabe por jogá-la no lixo, tentando qualquer coisa para obter o crack, abandonando os cuidados com o próprio corpo e, consequentemente, com sua saúde. Daí, o dependente dessa substância apresentar um aspecto emagrecido e desleixado.
Lembremo-nos das palavras de Jesus, registradas no texto de Mateus 7.12-13, a qual diz, dentre outras coisas, que espaçoso é o caminho que conduz à perdição. É justamente isso o que nosso inimigo faz por meio da porta larga das drogas.
No momento em que estão tentando aprovar projetos de lei para a descriminalização do uso da maconha, nós, que combatemos o bom combate por nossas famílias, devemos tomar a firme decisão de manifestar o nosso voto contrário a esse tipo de iniciativa, bem como àqueles que os apóiam. Iniciativas como a descrita acima só tem um objetivo: destruir os laços daquela que o Senhor Jesus criou para ser a base de nossa de nossa sociedade, a família.
Para meditar: Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo (2 Pe 2.19). Não seja escravo das drogas. Seja um vencedor em Cristo Jesus!
Lembre-se: Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou (Rm 8.37)
Drogas,a Maldição do mundo: ecstasy
Dando continuidade à nossa série de artigos sobre entorpecentes, nesta edição, vamos falar sobre o ecstasy, uma droga usada frequentemente em raves – festas realizadas em espaços abertos ou fechados para dança com música contínua – e em boates e casas noturnas de nossas cidades. O ecstasy é um “parente” das anfetaminas, também conhecido como metanfetamina. Trata-se de uma droga produzida na Europa em laboratórios especializados e traficada para vários países, inclusive o Brasil.
Paradoxalmente, o ecstasy foi inicialmente produzido em 1914, para uso medicinal como moderador do apetite, embora nunca tenha servido para essa finalidade. Na década de 1960, foi indicado como antidepressivo, já que funcionava como um “elevador de ânimo” e, por isso, era uma droga de apoio à psicoterapia. Entretanto, o abuso desse tipo de droga levou à sua proibição. Em meados dos anos de 1980, já era proibido o seu uso e a sua comercialização mesmo que para tratamento medicinal, pois seus efeitos eram mais prejudiciais do que benéficos, a exemplo do que ocorrera com a cocaína.
O ecstasy é uma droga muito popular no meio universitário, e sua utilização vem aumentando assustadoramente, apesar da sua proibição. Pode ser consumida por meio de injeção, inalação ou por via oral sob a forma de comprimidos ou pastilhas (a forma mais comum e popularmente conhecida pelo nome de balinha).
Efeitos imediatos – Possui potente ação estimulante e alucinógena, sendo também chamada de “droga do recreio” ou “do desenho”. Isso porque é um entorpecente que age no sistema nervoso central, mais especificamente no cérebro, aumentando a produção das substâncias responsáveis pela transmissão do impulso nervoso (os neurotransmissores), impedindo a sua reabsorção e mantendo elevados os níveis dessas substâncias, responsáveis por seus efeitos estimulantes e alucinógenos.
Os efeitos se iniciam cerca de 20 minutos após a ingestão do comprimido, atingindo o seu ápice em até duas horas. Provoca aumento dos batimentos do coração, da pressão arterial e da temperatura corporal, e reduz o apetite e a salivação na boca. Causa a dilatação das pupilas e aumento do humor, dando uma sensação de maior energia. A mandíbula do usuário fica travada, seus olhos apresentam movimentos laterais involuntários e sua capacidade de andar fica prejudicada. Embora aumente o estado de alerta, muitos têm dificuldades de tomar decisões rápidas e também realizar julgamentos, o que pode expor o usuário facilmente ao perigo de acidentes.
Os usuários de ecstasy buscam maior sociabilidade (relacionamento com as pessoas) e o aguçamento das sensações (incluindo maior disposição física e mental), dentre outras coisas, mas, com a droga, sofrem efeitos colaterais (e muito nocivos), tais como: enrijecimento muscular, sobretudo nas pernas e na coluna (já que aumenta muito a tensão muscular); tremores e cãibras; intensa agitação motora (o usuário não consegue ficar parado); aumento da vontade de urinar; náuseas; vômitos; visão borrada; perda do apetite e o temível aumento da temperatura corporal, com produção de grande quantidade de suor, que, associado aos demais efeitos, pode levar a uma desidratação severa, à destruição de fibras musculares e ao entupimento dos rins, podendo causar a morte.
Usuários crônicos – No dia seguinte, o usuário pode sofrer de males como confusão de idéias, alucinações, perda da personalidade do indivíduo, ansiedade e cansaço extremo, síndrome do pânico e até mesmo surtos psicóticos. Veja que os efeitos são totalmente opostos aos que o usuário da droga estava buscando e, frequentemente, ele fica deprimido sem outra dose da droga. A longo prazo, o aumento dos neurotransmissores (especialmente a serotonina) produz lesões irreversíveis das células nervosas e provoca perturbações mentais, afetando o comportamento dos usuários.
As alterações mais encontradas em usuários crônicos de ecstasy são a perda da memória, síndrome do pânico, perda do autocontrole com possibilidades de surtos psicóticos, incapacidade de tomar decisões (insegurança), paranoias (mania de perseguição, por exemplo), alucinações e depressão profunda. Além de ser lesiva para os neurônios, é uma droga tóxica para o fígado, produzindo hepatite e até mesmo a destruição do órgão, por conta da chamada hepatite fulminante, a qual só pode ser tratada por meio de transplante do fígado. A droga também faz estragos no sistema cardiovascular (coração e vasos sanguíneos), podendo matar por hemorragia cerebral ou infartos do coração, além de produzir cegueira por tromboses e hemorragias na retina do olho.
A realidade é que o ecstasy, assim como todas as outras drogas, vem para matar o usuário e a sua família, roubar a personalidade do indivíduo, a sua saúde e felicidade, e destruir seu corpo, sua mente, suas emoções e seus sonhos. É uma droga diabólica e, como tal, deve ser tratada, de forma a ser lançada no mar do esquecimento, nas profundezas do abismo, onde não poderá prejudicar pessoa alguma.
Para meditar:
Fiéis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que aborrece são enganosos (Pv 27.6)
Nem sempre aqueles que nos repreendem por estarmos fazendo algo errado, mesmo que inconscientemente, desejam o nosso mal. Se você sofre por causa do problema das drogas, deixe o Senhor Jesus entrar em sua vida e ajudá-lo a ser livre, pois foi para a liberdade que Ele nos chamou (Gl 5.13).
Drogas,a Maldição do mundo:Maconha
Um conceito bastante difundido em todas as culturas é o de que os “produtos naturais” são sempre saudáveis e seguros.
Se fosse dessa forma, entretanto, não haveria “venenos naturais”. Somente o fato de ser proveniente da natureza não confere caráter de saudável ou seguro a produto algum. Um exemplo bem claro para todos é a maconha (cujo nome científico é Cannabis sativa), considerada uma droga ilícita em nosso país e utilizada por muitos como substância entorpecente, em busca de diversão e facilitação na forma de se relacionar com o outro. Muitas pessoas comuns, que trabalham e estudam, fumam a erva “só para relaxar”, mas ignoram as consequências de seus atos.
O estereótipo do usuário dessa droga – figura com cara apática, que não fala coisa alguma coerente e anda largado pela rua – praticamente deixou de existir, estando relegado aos usuários de outros tipos de drogas, ditas “mais pesadas”.
Fumar um único “baseado” (como é apelidado o cigarro de maconha) equivale ao consumo de cinco cigarros comuns (de tabaco) e traz mais malefícios do que cigarro de tabaco. Isso porque a quantidade de alcatrão – responsável por câncer de pulmão, bronquite, asma e enfisema pulmonar – presente na maconha é muito maior que no cigarro.
Uma das maiores pesquisadoras do mundo sobre a utilização da droga, a Dra. Karen Bolla, PhD pela Universidade de Nova Iorque (EUA) e pós-doutorada pela Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (EUA), afirma que a maconha não é inofensiva como algumas pessoas pensam. Poucas doses podem causar sérios problemas, especialmente nos jovens. A cientista diz, ainda, que a maconha vicia e que quem tenta parar de consumi-la apresenta sintomas que vão da dificuldade de expressão à perda de memória.
Diretora do Departamento de Neuropsicologia do Johns Hopkins Medical Center e uma das maiores autoridades mundiais no assunto, ela afirma que 80% dos usuários que tentam abandonar o uso da droga desenvolvem distúrbios do sono, dentre eles, insônia e pesadelos. Quando acordadas, apresentam sinais de nervosismo, ansiedade e depressão, além da perda de apetite e do emagrecimento.
Mas, ao usarem a droga, têm a chamada “larica” (sensação de fome após consumo da maconha), a qual frequentemente provoca o aumento do peso do usuário. Isso ocorre porque eleva o apetite para alimentos com alto teor de carboidratos (açúcares).
Males da maconha – Sabemos que o uso de maconha durante a gravidez afeta o cérebro do bebê e que filhos de pais que usaram a maconha têm uma possibilidade oito vezes maior de utilizar, no futuro, não só este, mas qualquer outro tipo de droga. Em outras palavras, a possibilidade de que já nasçam dependentes é oito vezes maior para os filhos de pais que utilizaram a droga, se comparada a filhos de pais que nunca usaram maconha.
Esse tipo de droga também causa certos tipos de câncer no bebê, tais como leucemia e sarcomas musculares. As crianças nascem com peso abaixo do normal e têm maior probabilidade de morte. O consumo de maconha também aumenta a chance de ocorrência de surtos psicóticos em seus usuários e do surgimento de quadros de esquizofrenia, especialmente se há histórico familiar com esse tipo de doença.
Substâncias presentes na maconha são responsáveis por impotência sexual, infertilidade, diminuição da memória e do aprendizado, desinteresse pela realização de tarefas do cotidiano, aumento do risco de arritmias do coração (pelo aumento dos batimentos cardíacos, taquicardia), redução do nível de atenção ao dirigir e operar máquinas, sobretudo em associação com o álcool – problema diretamente relacionado a mortes por acidentes de trânsito e atropelamentos.
Outras considerações – Como pudemos verificar, o fato de um produto ser natural isoladamente não o caracteriza como seguro ou saudável.
Nosso organismo interpreta os produtos por meio da sua composição química e de seus efeitos, não só pela sua origem. Curioso é o fato de os usuários de maconha geralmente guardarem suas guimbas (restos de cigarros) em frascos herméticos (geralmente frascos de comprimidos efervescentes) para evitar a descoberta da droga por seu cheiro. Eles chamam esses frascos de “cemitério”, provavelmente uma alusão inconsciente ao futuro que os aguarda. Também é muito comum o uso de incensos em seus quartos, para disfarçar o cheiro característico da maconha.
Na verdade, os usuários da droga confundem as consequências do vício com os sintomas de outras doenças, achando que os problemas de saúde que poderão vir, no futuro, não têm relação com o consumo da maconha. Isso é um engano. A maconha traz sérias consequências para os que a utilizam, para seus descendentes, seus familiares e para toda a sociedade, que sofre e tem de gastar bilhões de reais em recursos para o tratamento de doenças e sequelas deixadas pela droga, além de arcar com a perda de milhares de vidas em franca fase produtiva.
A maconha, tal como todas os outros entorpecentes, começa destruindo um indivíduo, aniquilando uma família, corrompendo toda uma sociedade e termina por destruir os sonhos de uma nação, que sofre cada vez mais as consequências do uso e do tráfico de drogas. A quem pode interessar tudo isso? Quais são os grandes interesses econômicos por trás de uma sociedade corrompida e apática, que não consegue se expressar e que tem a juventude alienada em relação aos problemas sociais de todo um país de dimensões continentais e probabilidades de crescimento ilimitadas? São questões sobre as quais devemos refletir. Afinal, uma nação ignorante e alienada é mais fácil de ser manipulada.
Para meditar: E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra (Gn 1.26). Como podemos ser dominados por plantas, se fomos feitos para dominar sobre todas as coisas?
